Tenho 32 adagas no peito
não sei como as tirar
e por mais que viva neste mundo
o mundo torna a as avivar.
Sorrio por fora com esgar de palhaço
o nariz vermelho já não apita
por dentro era aquele que questionava
e mais fascínio ainda me suscita.
Os palmos de terra debaixo de mim
não foram grandes para o meu segredo
cai preso e amarrado
ao meu passado e degredo.
Faz 12 anos que a culpa se foi.
Nem percebi o que senti e o quanto ainda dói.
The Argonauth
quinta-feira, 25 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Anatomia no passo pitoresco.
Perco as paredes do meu tecto
pois nele não aprendo a olhar
o transparente pareceu incerto
até eu o começar a pintar
Pintei ao lento os meus intestinos
do enorme labirinto do céu
depois percebi rapidamente
que de azul não podia ter sido feito eu.
Pintei o coração em tons de vermelho
pois o amarelo já se tinha perdido
e nele depositei as magoas e as valentias
que algum dia eu nunca tinha tido.
Pintei os olhos de castanho
pois na lama comecei a ficar
e sem uma paleta de cores definida
quis que deus desse uma estucada de seu ar.
Estou da cor humana que nunca quis ter
e aprendi que nascemos e morremos com a mesma razão de ser.
Viver.
pois nele não aprendo a olhar
o transparente pareceu incerto
até eu o começar a pintar
Pintei ao lento os meus intestinos
do enorme labirinto do céu
depois percebi rapidamente
que de azul não podia ter sido feito eu.
Pintei o coração em tons de vermelho
pois o amarelo já se tinha perdido
e nele depositei as magoas e as valentias
que algum dia eu nunca tinha tido.
Pintei os olhos de castanho
pois na lama comecei a ficar
e sem uma paleta de cores definida
quis que deus desse uma estucada de seu ar.
Estou da cor humana que nunca quis ter
e aprendi que nascemos e morremos com a mesma razão de ser.
Viver.
The Argonauth
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