segunda-feira, 22 de março de 2010

Anatomia no passo pitoresco.

Perco as paredes do meu tecto
pois nele não aprendo a olhar
o transparente pareceu incerto
até eu o começar a pintar

Pintei ao lento os meus intestinos
do enorme labirinto do céu
depois percebi rapidamente
que de azul não podia ter sido feito eu.

Pintei o coração em tons de vermelho
pois o amarelo já se tinha perdido
e nele depositei as magoas e as valentias
que algum dia eu nunca tinha tido.

Pintei os olhos de castanho
pois na lama comecei a ficar
e sem uma paleta de cores definida
quis que deus desse uma estucada de seu ar.


Estou da cor humana que nunca quis ter
e aprendi que nascemos e morremos com a mesma razão de ser.

Viver.

The Argonauth

Sem comentários:

Enviar um comentário