Perco as paredes do meu tecto
pois nele não aprendo a olhar
o transparente pareceu incerto
até eu o começar a pintar
Pintei ao lento os meus intestinos
do enorme labirinto do céu
depois percebi rapidamente
que de azul não podia ter sido feito eu.
Pintei o coração em tons de vermelho
pois o amarelo já se tinha perdido
e nele depositei as magoas e as valentias
que algum dia eu nunca tinha tido.
Pintei os olhos de castanho
pois na lama comecei a ficar
e sem uma paleta de cores definida
quis que deus desse uma estucada de seu ar.
Estou da cor humana que nunca quis ter
e aprendi que nascemos e morremos com a mesma razão de ser.
Viver.
pois nele não aprendo a olhar
o transparente pareceu incerto
até eu o começar a pintar
Pintei ao lento os meus intestinos
do enorme labirinto do céu
depois percebi rapidamente
que de azul não podia ter sido feito eu.
Pintei o coração em tons de vermelho
pois o amarelo já se tinha perdido
e nele depositei as magoas e as valentias
que algum dia eu nunca tinha tido.
Pintei os olhos de castanho
pois na lama comecei a ficar
e sem uma paleta de cores definida
quis que deus desse uma estucada de seu ar.
Estou da cor humana que nunca quis ter
e aprendi que nascemos e morremos com a mesma razão de ser.
Viver.
The Argonauth
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